Em Gran Canaria, chuvas intensas durante a temporada úmida são o principal fator que leva a desmoronamentos de rochas e bloqueios de estradas, com impactos que podem ocorrer dias após o temporal. A atuação ocorre principalmente quando há acumulação de água em encostas íngremes, aumentando o risco de instabilidade.
Os pesquisadores Isabel Montoya Montes, do IGME, e Benito García Henríquez, da ULPGC, destacam que a topografia íngreme, aliada à vegetação que sustenta o solo, favorece rupturas por gravidade. Fatores climáticos e a interação com o uso humano também ajudam a explicar os episódios.
O projeto AGEO envolve ciência cidadã para mapear riscos geológicos e aproximar o conhecimento da população. A participação visa tornar conceitos como movimentos gravitacionais e precipitação mais compreensíveis e acionáveis para a prevenção.
Fatores que explicam os deslizamentos
A topografia acentuada da ilha favorece a gravidade na queda de rochas, agravada pela vegetação cujas raízes aumentam fissuras, ampliando a possibilidade de desabamentos.
Além da precipitação, eventos sísmicos e ações humanas, como construções, elevam o risco de desabamentos e danos a infraestrutura.
Segundo especialistas, a participação da população em ciência cidadã de AGEO ajuda a detectar movimentos gravitacionais e padrões de chuva, fortalecendo a prevenção.
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