O grupo de pesquisa Reprocon, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, trabalha com material genético de jaguares vivos para futuramente cloná-los. A iniciativa ocorre em Mato Grosso do Sul, no Brasil, visando evitar a extinção da espécie.
Como parte do projeto, pesquisadores coletam amostras de sangue, tecido e, quando possível, esperma de jaguares atuais. A meta é preservar diversidade genética e criar bases para possíveis iniciativas de clonagem no futuro.
O jaguar atua como predador de topo e regula comunidades de animais, mantendo ecossistemas saudáveis. No entanto, a perda de habitat reduziu suas populações, com menos de 250 indivíduos em biomas como Caatinga e Mata Atlântica.
O problema aparece principalmente em áreas fragmentadas, onde populações pequenas ficam isoladas e sofrem endogamia. A menor variabilidade genética aumenta doenças, malformações e vulnerabilidade a mudanças climáticas.
Pesquisadores ressaltam que tecnologias de reprodução assistida, incluindo clonagem, podem oferecer opções para introduzir novas variantes genéticas em populações. Ainda assim, o tema é controvertido.
A discussão envolve prós e contras da clonagem na conservação. Em 2025, houve controvérsia internacional sobre o ressurgimento de outra espécie, o lobo-cinza, que reacende debates sobre impactos e limitações da clonagem.
Além da clonagem, a equipe destaca medidas de conservação prioritárias: evitar caçadas, preservar grandes áreas de habitat e reduzir conflitos entre humanos e animais. Tais ações são consideradas fundamentais independentemente de avanços tecnológicos.
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