Um grupo de oito pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu uma síntese verde de nanopartículas de prata, utilizando arnica brasileira. O objetivo é ampliar a produção de forma menos tóxica e mais sustentável, com menor consumo de energia e menos resíduos perigosos. A pesquisa ainda está em estágio avançado, com aplicação prevista no mercado nacional e internacional.
A técnica usa o extrato aquoso da arnica como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas. Diferentemente de métodos convencionais, não há uso de reagentes tóxicos, o que reduz substâncias tóxicas geradas no processo e, consequentemente, o impacto ambiental. O estudo enfatiza a importância de processos mais sustentáveis na fabricação de nanopartículas metálicas.
Desenvolvimento e perspectivas
O projeto teve início no Laboratório de Controle Ambiental, liderado pela professora Mônica Lopes Aguiar, na UFSCar. O grupo já trabalha com processos verdes e materiais reciclados, o que encorajou a busca por uma nova rota de síntese de nanopartículas de prata. A descoberta está em fase final de desenvolvimento e busca aplicação prática.
Patentes e aplicações futuras
Pelo andamento, já foi solicitado o registro de patente do método. Também está em elaboração um artigo científico que descreve a incorporação da síntese verde em nanofibras para filtração de ar, visando um equipamento com propriedades antibacterianas. O projeto destaca potencial de uso em setores como farmacêutico, médico e ambiental.
Entre na conversa da comunidade