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Missão Artemis: o que fará na Lua e por que importa

Artemis II testa sistemas e valida retorno humano à Lua em dez dias, preparando base lunar permanente e a estação Gateway, com impacto científico, político e econômico

Os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen se despedem de familiares e amigos no Kennedy Space Center, na Flórida, antes do embarque na missão Artemis II, primeiro voo tripulado do programa lunar da Nasa em uma viagem de dez dias ao redor da Lua.
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A missão Artemis II, da Nasa, não pousará na Lua, mas marca a primeira volta tripulada desde 1960s. Serão cerca de dez dias em órbita lunar, testando sistemas e procedimentos antes do pouso esperado com Artemis III. O objetivo é validar a viabilidade de retorno humano ao satélite após mais de 50 anos.

Os quatro astronautas a bordo vão decolar do Kennedy Space Center, na Flórida. Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen realizam a viagem de teste, com uso de tecnologia compartilhada entre órgãos públicos e empresas privadas. A missão pretende confirmar o funcionamento integrado de veículos, habitats e recursos de suporte à vida.

A Artemis II reforça a estratégia de estabelecer presença sustentável na Lua, com foco no polo sul, onde se espera acumular gelo para água e combustível. A Lua passa a ser plataforma intermediária para futuras missões a Marte, segundo a NASA, com experimentos e tecnologia em ambiente próximo à Terra.

A visão de longo prazo e participação global

A proposta envolve várias nações e empresas privadas, buscando um modelo de governança mais distribuído para operações lunares. A meta é criar uma base lunar permanente e a estação orbital Gateway nas próximas décadas, viabilizando missões recorrentes.

Além da exploração científica, o programa tem dimensões políticas e econômicas, segundo a NASA. Os pilares são descoberta científica, segurança nacional e oportunidades econômicas, incluindo mineração de recursos e testes tecnológicos.

A missão também atrai atenção por representar diversidade: Artemis II incluirá a primeira mulher, um astronauta negro e um astronauta canadense em órbita lunar. A iniciativa busca ampliar a representatividade em missões espaciais.

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