O que houve: pesquisadores brasileiros testaram uma terapia fotodinâmica que associa corante rosa bengala a luz verde para combater a ceratite fúngica, infecção grave da córnea. O estudo foi realizado em laboratório com fungos isolados de pacientes.
Quem participou: a pesquisa uniu a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, com desenvolvimento de equipamento próprio para emitir luz verde.
Quando e onde ocorreu: os experimentos aconteceram em ambiente de laboratório no Brasil, e o artigo foi publicado na revista The Journal of Cornea and External Disease em 2026.
Por que foi feito: a ceratite fúngica é uma das principais causas de cegueira e apresenta resistência a tratamentos convencionais. A terapia busca oferecer uma alternativa não invasiva com potencial para reduzir danos visuais.
Resultados principais
O corante rosa bengala, ativado pela luz verde, inibiu o crescimento de cinco de oito fungos comuns na ceratite infecciosa. Entre eles estavam Fusarium solani, Purpureocillium lilacinum, Candida albicans e outros, com exceção de alguns resistentes.
Limitações observadas
Não houve inibição em Sced? apiospermum, A. niger e C. geniculata, mesmo com o antifúngico anfotericina B. Os autores apontam que a concentração clínica de anfotericina B é maior do que a utilizada no estudo, o que pode influenciar a comparação.
Caminho para a clínica
Apesar dos resultados promissores em laboratório, são necessários novos estudos para avaliar eficácia e segurança em pacientes. Pesquisadores destacam a necessidade de entender quais casos podem se beneficiar mais da abordagem.
Perspectivas futuras
Especialistas veem potencial da terapia fotodinâmica com rosa bengala como parte de estratégias futuras para infecções oculares. Caso haja confirmação clínica, a técnica pode reduzir complicações, evitar cirurgias e preservar a visão.
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