Nesta terça-feira, os astronautas da missão Artemis II estão dentro da cápsula Orion, em trajetória rumo à órbita da Lua. A tripulação é formada por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
A nave não fará pouso na Lua nesta missão; os astronautas irão contornar o lado oculto do satélite e retornam ao planeta no próximo dia 10. A Orion concluiu o último grande impulso na quinta-feira, colocando a cápsula na rota correta.
A reentrada na Terra é um ponto sensível desta missão. A cápsula mergulha na atmosfera a mais de 30 vezes a velocidade do som, gerando aquecimento extremo. O escudo térmico, com defeitos observados na Artemis I, é tema central para avaliação de segurança.
Detalhes da missão e riscos
Autoridades da Nasa reconhecem que o escudo térmico tem limitações. Em Artemis I, o escudo apresentou buracos e rachaduras após o retorno, levando a mudanças na fabricação dos componentes para futuras cápsulas Orion.
Por ora, a trajetória de reentrada foi ajustada para evitar uma manobra de salto e criar aquecimento mais suave, com o objetivo de coletar dados sobre o desempenho do escudo. A coleta de informações é parte central desta etapa.
Objetivo da coleta de dados
Os engenheiros monitoram o comportamento do escudo durante a reentrada para verificar a integridade da estrutura. Os resultados irão orientar ajustes em missões futuras e reforçar procedimentos de segurança da Orion.
A cobertura é baseada em informações da Nasa e em relatos da CNN, com autoria de André Rigue e contribuições de Jackie Wattles, Ashley Strickland e Elise Hammond.
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