Durante a evaporação, a água pode eliminar grande parte dos poluentes. No entanto, ao precipitar, as gotas podem carregar resíduos tóxicos e micro-organismos presentes na atmosfera, gerando risco à saúde.
Pesquisadores da Unicamp detectaram 14 agrotóxicos em chuvas de Campinas, São Paulo e Brotas, sendo duas substâncias proibidas no Brasil. A coleta ocorreu recentemente e envolve monitoramento ambiental local.
Uma análise da Universidade de Estocolmo aponta que não existe água de chuva potável em nenhum lugar do mundo, devido a altos níveis de PFAS, químicos usados pela indústria e chamados de substâncias eternas.
PFAS em todo o planeta
Estudos indicam que as PFAS podem estar associadas a câncer, infertilidade e danos ao sistema imunológico. Mesmo regiões remotas, como Antártida e Tibete, apresentaram níveis acima do recomendado.
A chuva ácida também é citada como consequência do uso excessivo de combustíveis fósseis. SO2 e NOx reagem com o vapor de água, reduzindo o pH e tornando a água menos saudável para solo, fauna e pessoas.
Uso da água da chuva: o que saber
A água de chuva, já não potável, pode se tornar ainda mais arriscada em poças que entram em contato com urina de roedores, elevando o risco de leptospirose, especialmente em áreas com estocagem inadequada.
Guarda-se a chuva em cisternas para usos como limpeza. Caso haja intenção de consumo, é necessário passar por filtragem, fervura e desinfecção com cloro, entre outros protocolos rigorosos.
Observações
A pergunta sobre ingestão direta de água pluvial costuma chegar às redes sociais. As fontes citadas incluem estudo de pesticidas em águas de chuva no estado de São Paulo e avaliação de PFAS no ambiente global.
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