Em uma supernova superluminosa, astrônomos detectaram um sinal incomum parecido com um chiado cósmico. O evento, batizado SN 2024afav, fica a cerca de 1 bilhão de anos-luz da Terra. A descoberta foi liderada por Joseph R. Farah, com participação de Logan J. Prust e D. Andrew Howell, publicada na Nature.
Os dados mostram que o brilho da explosão não seguiu o padrão típico de ascensão e queda, mas apresentou picos repetidos que se tornaram mais frequentes. Esse comportamento lembra um sinal do tipo chirp, conhecido em física por sinais de ondas gravitacionais.
O que a descoberta implica
A observação sugere a atuação de um magnetar no coração da explosão. Três aspectos ganham destaque: a presença de um objeto extremamente compacto com campo magnético intenso; a possibilidade de um disco de acreção envolvendo o magnetar; e a influência de efeitos relativísticos na dinâmica do evento.
A hipótese envolve o fenômeno da precessão de Lense-Thirring, previsto pela relatividade geral. O disco de material, inflado pela explosão, pode oscilar ao redor do magnetar, modulando a emissão de luz conforme o giro do sistema.
Impacto para a astrofísica
Além de explicar a intensa luminosidade, a SN 2024afav funciona como laboratório natural para estudar física extrema. Os cientistas acreditam que futuras observações de grandes surveillances do céu devem revelar mais supernovas com sinais semelhantes, contribuindo para entender o papel dos magnetars nessas explosões.
Espera-se que a rede internacional de telescópios continue fornecendo dados detalhados sobre esse tipo de evento. Cada nova detecção pode confirmar a relação entre magnetar, relatividade geral e as variações temporais observadas na luminosidade.
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