A Artemis II, missão da Nasa, encerra uma nova fase após o histórico sobrevoo da Lua. A cápsula Orion iniciou o retorno à Terra, deixando a esfera de influência lunar nesta terça-feira, consolidando o primeiro retorno tripulado desde 1972.
A saída da gravidade lunar está prevista para as 14h25, horário de Brasília, quando a nave estiver a cerca de 66 mil quilômetros do satélite. A partir desse momento, a gravidade terrestre passa a orientar a trajetória de volta.
Durante o sobrevoo, a Orion atingiu a maior distância já registrada por uma missão tripulada em relação à Terra: 406,7 mil quilômetros. O ponto mais próximo da Lua ficou em cerca de 6.545 quilômetros da superfície.
A nave viajava a aproximadamente 98 mil km/h em relação à Terra, quando houve o blackout de comunicação de cerca de 40 minutos, ao passar pelo lado oculto da Lua. A pausa já era prevista em operações dessa natureza.
Ao longo de sete horas de observação, a tripulação analisou a superfície lunar, registrando crateras, fluxos de lava e formações geológicas relevantes para a compreensão da história do satélite.
A equipe a bordo também observou variações de cor e brilho no solo, informações úteis para indicar a composição mineral e a idade de estruturas lunares. Esses dados vão apoiar futuros trabalhos científicos.
A Artemis II tem duração total estimada de dez dias e retorna com uso de manobra gravitacional da Lua para o trajeto de volta, sem necessidade de grandes mudanças na rota.
A amerissagem está prevista para sexta-feira, 10, no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, por volta das 20h07 (horário de Brasília). O local confirmado é o litoral dos EUA.
Após o pouso, equipes de resgate devem retirar os astronautas com helicópteros e encaminhá-los ao porta-aviões USS John P. Murtha para avaliações médicas iniciais, antes de transferirem para Houston.
A Artemis II não prevê pouso na superfície lunar, mas representa uma etapa crucial para validar sistemas de navegação, suporte à vida e comunicação em missões tripuladas no espaço profundo.
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