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El Niño Super: pode intensificar secas, enchentes e ondas de calor

El Niño pode se tornar super, elevando riscos de enchentes, secas e calor extremo e potencialmente redesenhando padrões climáticos globais

Fenômeno pode liberar grande volume de calor dos oceanos e elevar temperaturas globais
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Aquecimento do Pacífico aumenta a expectativa de El Niño, um fenômeno que pode intensificar secas, enchentes e ondas de calor pelo mundo. A possibilidade de um evento histórico levanta alertas sobre impactos econômicos, ambientais e sociais.

Especialistas apontam sinais de formação do El Niño, com início provável no fim do verão ou início do outono no Hemisfério Norte. Caso se confirme, o fenômeno pode ser classificado como Super El Niño, o que ampliaria significativamente os efeitos globais.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) afirma que a identificação e o acompanhamento do El Niño ajudam a antecipar mudanças nos riscos de chuvas, secas, ondas de calor, furacões e tempestades severas. A intensidade, porém, permanece incerta.

No Brasil, especialistas destacam que o El Niño tende a provocar estiagens em partes da região, com variação de impactos conforme o território. Em outras áreas, há probabilidades de chuvas fortes e enchentes, dependendo do regime de ventos e da precipitação atmosférica.

Nos Estados Unidos, o pico do El Niño costuma ocorrer no inverno, elevando o risco de tempestades no Pacífico e na Costa Oeste. A fusão de águas quentes com padrões de vento pode influenciar a temporada de furacões no Atlântico em determinados casos.

Globalmente, o fenômeno tende a aumentar temperaturas médias, especialmente no Pacífico tropical. Se o El Niño forte persistir até o inverno, 2026 ou 2027 podem figurar entre os anos mais quentes já registrados desde o início das medições.

Entre as incertezas, há uma ampla faixa de cenários e limitações de previsibilidade, sobretudo na primavera. Meteorologistas ressaltam que mudanças climáticas podem intensificar impactos, independentemente da intensidade final do El Niño.

Histórico recente mostra que o último El Niño ocorreu em 2023-2024, sem entrar na categoria de Super El Niño. Os registros indicam que episódios extremos ocorreram em 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016, usados como referência para avaliação de impactos.

Acompanhar a evolução das águas do Pacífico continua essencial para entender a potentialização de eventos climáticos. A confirmação de um Super El Niño dependerá da evolução da temperatura oceânica e da resposta atmosférica nas próximas semanas.

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