A nave Orion, da missão Artemis II, atingiu a maior distância já alcançada por humanos da Terra, registrando 406,7 mil quilômetros. O sobrevoo ocorreu pelo lado oculto da Lua, na segunda-feira, 6, durante cerca de sete horas de observação.
Durante o trajeto, a tripulação observou crateras, fluxos de lava e estruturas geológicas relevantes. Em determinado momento, houve perda de comunicação com a Terra por 40 minutos, conforme o protocolo da missão.
Ao retornar, a cápsula iniciou a viagem de volta com chegada prevista a terras brasileiras na sexta-feira, 10. A operação foi acompanhada por equipes de controle em terra, que monitoraram a trajetória.
Imagens inéditas da Lua
As fotos divulgadas pela Nasa mostram a bacia Orientale, com uma mancha de lava antiga, além de crateras como Byrgius e Grimaldi. As imagens destacam anéis montanhosos ao redor da Orientale.
A cobertura também mostra a transição entre os lados visível e oculto, com indentações que correspondem a crateras secundárias formadas por impactos. A equipe sugeriu nomes para crateras menores.
Detalhes geológicos e perspectiva da Terra
Entre as imagens, aparecem áreas com bandas de crateras e a região de Polo Sul-Aitken, a maior bacia lunar. O nascimento da Terra é mostrado em tom azul, com nuvens brancas sobre a região da Austrália e Oceania, visto do espaço.
As fotos também ressaltam sombras ao redor de Vavilov e outras crateras, evidenciando a topografia lisa e acidentada da superfície lunar, bem como a relação entre as diferentes regiões da Lua.
Expectativa de retorno
A Orion percorreu o retorno à Terra, com o plano de pouso mantido para o fim da semana. A missão Artemis II visa ampliar o conhecimento sobre o lado oculto da Lua e a geologia de crateras de grande porte.
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