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26,4% das adolescentes brasileiras não tomaram vacina contra HPV, aponta estudo

Estudo com mais de oitenta mil meninas revela que vinte e seis vírgula quatro por cento não tomaram nenhuma dose da vacina contra o HPV, com variação estadual e socioeconômica

Mulher recebendo uma injeção no braço
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Oito em cada 30 adolescentes brasileiras não receberam nenhuma dose da vacina contra HPV, aponta estudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A pesquisa analisou dados de 2019 de mais de 80 mil meninas de todo o país.

O trabalho, publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, utiliza dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Participaram estudantes do 7º ao 12º ano, com idades entre 13 e 18 anos, em escolas públicas e privadas.

Resultados mostram variação regional: Espírito Santo tem a menor parcela de não vacinadas, com 17,3%, enquanto o Rio Grande do Norte registra 34,2%. Estão em jogo fatores como acesso aos serviços de saúde e conscientização sobre a imunização.

Desigualdades socioeconômicas e educacionais

Aproximações por estado revelam que, em Acre, Amapá, Goiás e Maranhão, meninas de famílias em situação econômica mais vulnerável concentram maior incidência de não vacinação. Em Bahia e Mato Grosso do Sul, ocorre o oposto, com maior participação de filhas de mães com maior escolaridade.

O estudo aponta ainda que, em alguns estados, a menor adesão não está ligada apenas à renda, mas a factores como desinformação disseminada por redes sociais e limitações de organização dos serviços de saúde locais. A defesa de políticas públicas alinhadas à realidade regional é enfatizada.

Especialistas consideram que a baixa adesão pode elevar futuros casos de câncer relacionado ao HPV e sobrecarregar o SUS. A pesquisa sugere que, além de ampliar a oferta de doses, é necessária educação de qualidade para ampliar acesso a informações confiáveis.

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