Um estudo conduzido por Pierre-Luc Dallaire-Demers, em parceria com a BTQ Technologies, divulgado em março, aponta que quebrar o Bitcoin com computação quântica exigiria energia equivalente a uma pequena estrela. O trabalho analisa o impacto do algoritmo de Grover na mineração.
Segundo os autores, o algoritmo poderia acelerar tentativas de resolver o problema matemático que valida blocos, mas atacar o SHA-256 seria inviável na prática pela breve janela de geração de cada bloco.
Para isso, seria necessário um hardware quântico com cerca de 10^23 qubits, consumindo aproximadamente 10^25 watts, próximo a 3% da energia solar. Hoje, a rede Bitcoin consome cerca de 15 gigawatts.
Implicações e cenário atual
Os pesquisadores destacam que a ameaça é teórica, dada a dificuldade de viabilizar tal hardware hoje. A centralização da mineração aumenta o risco de um ataque de 51%.
Um ataque desse tipo permitiria reescrever parte do histórico da blockchain e atrasar confirmações, segundo o estudo, o que poderia comprometer a confiança no sistema.
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