A descoberta de um macaco-de-nariz vermelho ferido, encontrado por moradores próximos a uma linha férrea na província de Samut Sakhon, no Tailândia, evidencia a possível ergibt tráfico transfronteiriço da espécie. O animal foi levado a uma clínica local em janeiro e encaminhado ao centro de resgate Ban Pong, gerido pelo Departamento de Parques Nacionais, Vida Silvestre e Conservação de Plantas.
No Ban Pong, o estado de saúde do macaco é estável, mas ele apresenta ferimentos graves: parte de um dedo foi amputada e parte da cauda teve de ser removida. O animal não pode retornar ao ambiente selvagem neste momento, e há discussão sobre sua repatriação para Borneo assim que estiver estável. A avaliação médica aponta que o transporte irregular pode ter sido a origem do animal.
Kanpicha Han-Asa, veterinária do DNP, indicou que não há registros do animal na base de dados da CITES, o que alimenta suspeitas de tráfico. Também foi confirmado que há outro proboscis monkey, mantido em um zoo privado na Tailândia, conforme apurado pela reportagem.
Contexto do tráfico e proteção
Estudos recentes apontam incremento no comércio ilegal de proboscis monkeys desde 2016, apesar de a espécie demandar dieta especializada e ser de difícil manejo em cativeiro. Em 2024, um exemplar também foi apreendido em uma viagem aérea na Índia, evidenciando tráfego internacional.
Especialistas apelam a ações mais rígidas em aeroportos, além de defender a proibição de posse particular de primatas para proteger a espécie. Os defensores da conservação destacam que, além da perda de habitat, o aumento do comércio internacional pode agravar a situação dos animais.
A administração ambiental tailandesa continua investigando a origem do animal, bem como a origem do segundo macaco mantido em cativeiro privado, para fortalecer o controle sobre o tráfico de primatas na região. A notícia completa foi acompanhada pela correspondente Ana Norman Bermúdez, da Mongabay.
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