Um grupo de árvores de mogno foi encontrado ao longo de uma faixa de 200 metros da orla na ilha de Pemba, Zanzibar. Cientistas confirmaram que a planta é uma espécie nova, já classificada como criticamente perigosa devido ao registro de menos de 30 exemplares.
A descoberta ocorreu durante expedição em dezembro de 2024, no Santuário Florestal Ngezi-Vumawimbi, no norte de Pemba. A equipe inicialmente pensou tratar-se de Intsia bijuga, mas a análise revelou Afzelia corallina, que cresce sobre afloramentos de recifes fossilizados.
Nova espécie e características
A espécie recebe o nome Afzelia corallina, em referência aos leitos de coral onde cresce. As árvores produzem flores perfumadas de tons vermelhos, brancos e rosa, com aparência que lembra coral, conforme o estudo divulgado pelos botânicos.
Situação atual e ameaças
Em janeiro, uma expedição de acompanhamento constatou que uma das 30 árvores remanescentes foi derrubada por madeireiros ilegais e outras duas tombaram em tempestades. A regeneração natural é baixa, dependendo de brotos das raízes.
Conservação e planos de manejo
Apesar da escassez, as poucas sementes coletadas germinam com taxa de sobrevivência de 90%. Os pesquisadores pretendem orientar proprietários de lodges próximos para plantio de mudas em jardins seguros.
Ameaças ao habitat
O Santuário Ngezi-Vumawimbi abriga quase 500 espécies, incluindo ao menos quatro novas à ciência, mas enfrenta risco de extração ilegal de madeira e a construção de um eco-resort planejado que pode impactar o bosque costeiro intacto.
Ações de proteção
A Istituto Oikos pediu financiamento emergencial para conter o aumento do tráfico de madeira na região. Também há planos de coletar folhagens sob as árvores remanescentes para encontrar sementes adicionais para o viveiro.
Perspectiva de longo prazo
A equipe defende plantio de mudas de diferentes árvores-mãe para ampliar variabilidade genética. A situação é descrita como emergencial, com apenas 27 árvores restantes no entorno natural.
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