Emperor penguins, nativos da Antártica, tiveram suas áreas de habitat drasticamente afetadas pelo recuo da geleira marinha nas últimas décadas. A espécie, maior pinguim do mundo, passou de vulnerável para ENDANGERED na avaliação mais recente da IUCN Red List, divulgada em abril.
A mudança climática e o derretimento do gelo são apontados como fatores centrais. Organizações de conservação destacam o risco de extinção acelerado se as emissões de gases de efeito estufa permanecerem altas e políticas públicas não avancarem na descarbonização.
Entre 2009 e 2018, imagens de satélite mostraram perdas de habitat em 50 colônias em toda a Antártica, com cerca de 9,6% da população, aproximadamente 24 mil pinguins adultos, possivelmente morrendo por falta de gelo adequado.
Pesquisadores observam que o gelo rápido, essencial para reprodução e alimentação, tem se mostrado instável. Em 2022, quatro de cinco colônias na região ocidental da Bellingshausen desapareceram devido ao baixo gelo marinho.
Em Halley Bay, no norte, registros de 2019 indicaram falhas reprodutivas por três anos consecutivos, quando o gelo quebrou antes que os filhotes desenvolvessem plumagem impermeável ou aprendessem a nadar.
Projeções da IUCN indicam queda de até 50% nas populações de emperor penguins nas próximas cinco décadas, caso a tendência de recuo do gelo persista. O grupo de especialistas da IUCN cita o aquecimento global como principal ameaça.
Além do clima, a competição por krill preocupa especialistas, já que grandes frotas pesqueiras intensificam a captura para uso em alimentação de aquicultura, agravando a pressão sobre a cadeia alimentar dos pinguins.
A organização BirdLife International coordenou a avaliação para a IUCN Red List, destacando que a mudança climática impõe um risco de extinção em ritmo acelerado. Verificações indicam necessidade de ações urgentes para reduzir emissões.
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