Um pesquisador da StarkWare apresentou a proposta Quantum Safe Bitcoin (QSB), visando tornar transações do Bitcoin resistentes a ataques quânticos sem alterar o protocolo da rede.
O QSB sugere substituir o modelo de assinaturas por um sistema baseado em funções hash, consideradas mais robustas contra computadores quânticos.
Ao invés de assinar, o usuário resolve um problema computacional complexo e gera uma prova baseada em hash que valida a transação.
A validação é descrita como uma forma de “mini mineração”: requer grande esforço computacional para testar inúmeras possibilidades, sem criar blocos nem depender do consenso atual.
Segundo o responsável pelo projeto, a segurança dependeria apenas de propriedades de hash, não de criptografia de curvas elípticas, mantendo resistência ao algoritmo de Shor.
O método operaria dentro das regras atuais do Bitcoin, sem necessidade de soft fork ou atualização de software da comunidade.
Contudo, o custo é alto: uma única transação poderia exigir bilhões de tentativas, com GPUs, custando entre US$ 75 e US$ 200 por operação, bem acima das taxas atuais.
Há ainda entraves práticos: o processo é mais complexo que uma transação comum, requer infraestrutura externa de computação e pode ter compatibilidade limitada com soluções de segunda camada.
Os autores descrevem o QSB como uma medida de último recurso, voltada a situações em que a segurança quântica comprometer rapidamente a rede.
Em resumo, a proposta visa oferecer proteção imediata a fundos, ainda que com custos elevados e pouca praticidade para uso corrente.
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