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Fibra muscular artificial pode transformar próteses robóticas

Fibra muscular artificial do MIT Media Lab e do Politecnico di Bari promete próteses mais naturais e exoesqueletos sem ruído nem peças móveis

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Pesquisadores do MIT Media Lab, nos Estados Unidos, em parceria com o Politecnico di Bari, na Itália, apresentaram uma fibra muscular artificial que funciona com eletricidade e não depende de motores, bombas externas ou ruídos. O estudo foi publicado na revista Science Robotics.

O sistema combina dois componentes em escala milimétrica: atuadores flexíveis que se contraem ao ser preenchidos com fluido e uma bomba eletro-hidrodinâmica sem peças móveis, acionada por campo elétrico. As fibras operam em pares antagonistas, simulando a ação de bíceps e tríceps.

Nos testes, a fibra ergueu até 4 quilogramas, equivalente a 200 vezes o peso de um feixe de fibra, com resposta em 0,3 segundos. Por ser silenciosa e leve o suficiente para ser integrada a estruturas vestíveis, a tecnologia pode avançar aplicações em próteses, exoesqueletos e robôs humanoides.

Como funciona e impactos práticos

A ausência de peças móveis na bomba distingue o sistema, eliminando ruído e vibração típicos de motores elétricos. Fibras eletrofluídicas silenciosas são vistas como vantagem para dispositivos prótesicos e roupas assistivas, facilitando convivência humana.

Perspectivas de mercado e próximos passos

Especialistas destacam o potencial de aplicação em exoesqueletos e próteses mais naturais. O estudo apóia-se em financiamento europeu e de parcerias institucionais. Os próximos anúncios devem incluir escalonamento do sistema e testes em cenários reais, incluindo um possível exoesqueleto vestível.

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