O câncer colorretal é um dos tumores mais incidentes no Brasil, ocupando a 3ª posição entre mulheres e homens. Estimam-se mais de 45 mil novos casos por ano, segundo o Inca. A maioria dos diagnósticos ainda ocorre em estágios avançados, elevando o desafio de tratamento.
Dados recentes sinalizam que a idade média no diagnóstico tem diminuído, mas a maioria dos casos ocorre a partir dos 50 anos. A colonoscopia, indicada a partir dos 45, permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.
Um estudo do Inca em parceria com a Iarc projeta impactos até 2030: mais de 635 mil mortes, 12,6 milhões de anos de vida perdidos e cerca de US$ 22,6 bilhões em produtividade. As mortes devem crescer 181% entre homens e 165% entre mulheres.
Desigualdades regionais e impacto econômico
As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número absoluto de óbitos e perdas econômicas. Norte e Nordeste apresentam os maiores crescimentos relativos de mortalidade e de anos de vida produtiva perdidos.
O Brasil responde por 41% das mortes por câncer colorretal na América Latina, segundo a avaliação dos pesquisadores. A adoção de medidas integradas é apontada como essencial para reverter esse cenário.
Medidas e fatores de risco
Especialistas destacam prevenção primária, ampliação do rastreamento, diagnóstico precoce e acesso oportuno a tratamento como pilares. Em nível individual, modificáveis fatores de risco aparecem fortemente ligados à doença.
Recomenda-se manter alimentação balanceada, controle de peso, prática regular de atividade física e redução de álcool e tabagismo. Essas ações ajudam a reduzir incidência e melhorar resultados de tratamento.
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