Em entrevista ao programa CNN Sinais Vitais, o neurologista Diogo Haddad explicou a diferença entre envelhecimento saudável e sinais precoces de demência. Ele ressaltou que manter atividades diárias com independência é indicativo de envelhecimento saudável.
O especialista afirma que sinais anteriores à perda de independência, como comprometimento cognitivo leve, merecem atenção. O diagnóstico precoce é crucial, pois aumenta as chances de tratamento eficaz mesmo que não haja demência definida ainda.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros têm Alzheimer, com previsão de triplicar até 2050. O estudo aponta que o Brasil encara acesso limitado a diagnósticos precoces diante de seu rápido envelhecimento.
Diferenças regionais na demência
Paolo Bertolluci, médico da Unifesp, aponta que a distribuição de tipos de demência difere do EUA. Enquanto nos EUA cerca de 70% dos casos são Alzheimer, no Brasil essa proporção é de aproximadamente 50%.
A demência vascular aparece com maior frequência no Brasil, associado a falhas na atenção primária à saúde. A condição é considerada prevenível com controle de fatores de risco.
Ainda segundo os especialistas, hipertensão e diabetes merecem tratamento efetivo. Melhorar o manejo dessas condições pode reduzir o risco de demência vascular e, consequentemente, impactar a carga da doença no país.
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