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Material descartado na endoscopia auxilia diagnóstico de câncer gástrico, estudo brasileiro

DNA no suco gástrico pode auxiliar diagnóstico de câncer no estômago; visão mais ampla, complementa a biópsia e exige mais pesquisas

Fotografia de uma endoscopia.
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O que aconteceu: um estudo brasileiro apresenta uma nova utilidade para o suco gástrico, o líquido aspirado durante endoscopias. A pesquisa sugere medir o DNA presente nesse fluido para ajudar no diagnóstico de câncer no estômago. Os resultados aparecem na revista eLife.

Quem está envolvido: a maior parte dos pesquisadores é do A.C. Camargo Cancer Center, em parceria com colegas de outras instituições. Foram analisados 941 pacientes, com diferentes condições gástricas, desde gastrites até câncer já diagnosticado.

Quando e onde ocorreu: a pesquisa foi publicada recentemente na revista científica internacional eLife, com base em dados coletados de pacientes avaliados ao longo de vários anos no Brasil.

Como funciona a abordagem: durante a endoscopia, o suco gástrico é aspirado para melhorar a qualidade das imagens. Em vez de descartar esse líquido, o estudo propõe medir a quantidade de DNA nele contido. O DNA tumoral presente no fluido pode se acumular no suco gástrico.

Por que isso é relevante: a presença de DNA tumoral aumenta nos pacientes com câncer e tende a subir com o avanço da doença. A técnica oferece uma visão mais ampla do estômago, pois o fluido se relaciona com várias áreas do órgão, não apenas com uma região específica.

Dados do estudo: entre os 941 pacientes, houve maior concentração de DNA em quem tinha câncer. Em estágios iniciais, houve indicação de resposta ao tratamento quando o DNA no suco gástrico aumentou, possivelmente ligado à ação do sistema imunológico.

Limitações e próximos passos: a análise não substitui a biópsia, que continua essencial para confirmar o diagnóstico. Ainda é necessário estabelecer parâmetros claros e validar a técnica com mais participantes antes de adoção clínica ampla.

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