Terrazas de Los Andes, pioneira de vinhos de alta altitude na Argentina, encara o Malbec como parte de uma “jornada de ascensão”. A vinícola, sediada no Alto Mendoza, busca terroir e altitude para ampliar a expressão da uva.
Fundada por Hervé Birnie-Scott, a casa agricultura suas vinhas desde 1929 em Luján de Cuyo, Las Compuertas. A estratégia é constante reeducação, buscando complexidade com altitude, irrigação por gotejamento e manejo equilibrado.
A direção da winery, Lucas Löwi, afirma que a ausência de influência oceânica na região exige atenção ao clima. A altitude favorece amplitude térmica e temperaturas mais baixas, segundo ele.
O projeto começou nos anos 90, com uma única vinha em Las Compuertas, a 1.070 metros. O objetivo era criar Malbecs mais elegantes e frescos, ampliando a produção para o Valle de Uco.
Para atingir novas alturas, a Terrazas mergulhou na irrigação por gotejamento. O método, importado de Israel, mudou o manejo de água na região do Uco Valley, antes dependente de irrigação por inundação.
Löwi explica que subir em altitude envolve riscos, mas traz resultados. Vinho de montanha recebe raízes que buscam água profunda e mineralidade presente em rochas calcárias.
A vinícola já administra cerca de 500 hectares de vinhedos. A transformação inclui uvas colhidas nas encostas mais altas, com menor pressão de vizinhos e maior frescor.
Segundo Löwi, a experiência prova uma forma distinta de Malbec. Em Mendoza, subir 1.000 metros em menos de duas horas é viável, gerando mudanças perceptíveis no perfil da fruta.
Para o público, é crucial reconhecer origens específicas além de Mendoza. Löwi defende nomes como Las Compuertas e Paraje Altamira para o Malbec argentino.
Ele aponta ainda Los Chacayes e Gualtallary como exemplos de terroirs que ajudam a entender a identidade do Malbec. O foco é conectar o vinho ao lugar de origem.
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