Artemis II levou pela primeira vez seres humanos a contornar a face mais distante da Lua, com a cápsula Orion. A missão entregou visão inédita da face oculta do satélite, um eclipse solar visto da órbita lunar e recorde de distância percorrida no espaço. O retorno ocorreu com a splashdown na sexta-feira, ainda que a meta tenha sido atingida com sucesso. A Nasa já aponta o próximo capítulo do programa Artemis.
O diretor de voo de entrada, Rick Henfling, afirmou que a próxima missão está “logo ali” após o retorno da tripulação. O lançamento de Artemis II já abriu caminho para uma cadência anual de envios à Lua, conforme planejamento da agência espacial.
Planos para Artemis III e IV
Inicialmente, Artemis III deveria colocar humanos na superfície lunar, mas a Nasa redefiniu o objetivo para demonstrar landers de SpaceX e Blue Origin. O Artemis III, previsto para o próximo ano, preverá acoplamento da Orion a um lander lunar em órbita baixa da Terra para certificar os veículos.
SpaceX trabalha com seu lander baseado no Starship, enquanto Blue Origin desenvolve o lander Blue Moon. A Blue Moon deve ser testada sem astronautas ainda neste ano; o Starship enfrenta atrasos em marcos-chave. A Nasa planeja enviar uma missão à Lua a cada ano, com Artemis IV ainda para início de 2028.
Bases lunares e parcerias internacionais
A Nasa detalha fases para uma base lunar permanente: rovers, instrumentação e tecnologia para energia, comunicações e navegação. A próxima etapa envolve estruturas parcialmente habitáveis e suprimentos regulares, com colaboração da JAXA, que desenvolve um rover pressurizado.
Parcerias já firmadas incluem Itália e Canadá, com planos para ampliar contribuições em habitação, mobilidade na superfície e logística. As mudanças visam alinhar o programa com a Política Espacial Nacional dos EUA, anunciada em dezembro, que orienta o retorno de astronautas à Lua e o papel da indústria espacial comercial.
Entre na conversa da comunidade