O estudo, publicado na Nature Communications em 2025 e liderado por Carolin Meyer, aponta que alterações no olfato podem antecipar a doença de Alzheimer em anos. Pesquisadores destacam a possibilidade de usar esse sinal como diagnóstico precoce, antes das falhas de memória.
A pesquisa investiga o elo entre sensibilidade olfativa e mudanças cerebrais, envolvendo o sistema imune do cérebro. Segundo os autores, o processo pode indicar alterações neurobiológicas que antecedem os sintomas clássicos.
Um aspecto central é a atuação da microglia, células de defesa cerebral. Em estágio inicial da doença, esse sistema pode se desregular, impactando ligações entre o bulbo olfativo, responsável pela percepção de cheiros, e o locus coeruleus, que regula atenção e sono.
Além disso, os pesquisadores identificaram a movimentação de fosfatidilserina para a parte externa da membrana celular. Esse deslocamento funciona como marcador biológico que sinaliza à microglia a remoção de fibras nervosas, contribuindo para a perda de conexões olfativas.
Para validar as hipóteses, o estudo utilizou modelos animais, análises de tecido humano e exames de imagem, como PET scan. A combinação aprimora a compreensão de que a perda de olfato pode integrar o conjunto de sinais precoces da doença.
Impacto no diagnóstico precoce
Essas evidências sugerem que sinais de olfato podem ampliar a triagem de pacientes com risco elevado. O reconhecimento rápido pode favorecer intervenções mais eficazes, especialmente em fases iniciais tratáveis.
Em termos práticos, a pesquisa reforça a relevância de monitorar alterações olfativas como parte de avaliações clínicas de saúde neurológica. A estratégia pode complementar exames já utilizados na identificação de Alzheimer.
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