Indonesia encara início de temporada de queimadas com sinais precoces de escalada
O país registrou, até fevereiro de 2026, 32.637 hectares queimados, segundo monitoramento independente. A área supera em cerca de 20 vezes o registrado no mesmo período do ano anterior, ainda sem o pico da estação seca. As autoridades mantém alerta.
Especialistas apontam que o avanço prematuro das queimadas pode sinalizar uma temporada mais intensa. Forecasts indicam a possibilidade de El Niño mais forte ou prolongado, o que aumentaria a seca e o risco de incêndios em grande escala.
O monitoramento aponta concentração de calor em ecossistemas de peatlands — solos úmidos ricos em carbono — que intensificam emissões de carbono quando queimados. Em janeiro e fevereiro, a atividade aumentou, com zeros de 23.546 pontos de calor em áreas de turfa desde o começo do ano.
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Panorama de fogo e previsão climática
Dados oficiais com base em satélites da NASA mostram aumento de atividades de fogo até abril, ainda que com metodologias distintas. Em 14 de abril, foram identificados 735 hotspots de alta confiança no país, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025.
Outras informações indicam que o fenômeno El Niño poderia, no segundo semestre, trazer seca prolongada. O BMKG estima entre 50% e 80% de chance de El Niño fraco a moderado em 2026. Já a NOAA aponta possibilidade de eventos mais fortes, com impactos globais.
Na prática, a fumaça já afeta várias regiões, elevando o risco à saúde pública e à qualidade do ar. Cidades próximas a áreas de queimadas já enfrentam visibilidade reduzida e piora na qualidade atmosférica.
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Ações governamentais e responsabilidades
Em áreas de fronteira, a campanha de prevenção recebe atenção especial para evitar crises de transbordamento de fumaça. Forças de fiscalização, monitoramento de pontos quentes e sistemas de alerta são priorizados em regiões vizinhas a outros países.
Autoridades ambientais enfatizam a necessidade de coordenação entre governos, com fiscalização mais rígida sobre concessões que apresentem riscos de fogo. Medidas abrangem restauração de áreas atingidas e responsabilização de proprietários e operadores.
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Impactos na saúde e na produção
Autoridades de saúde pública warn que a piora da qualidade do ar pode aumentar infecções respiratórias e agravar doenças existentes. O calor e a seca também elevam o risco de doenças transmitidas por vetores, como dengue.
Além disso, especialistas alertam para impactos na produção de alimentos. Secas mais intensas podem afetar regiões produtoras de arroz, elevando a vulnerabilidade alimentar e aumentando a dependência de importações.
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