Maureen Sideris, 71, de Nova York, participou de um teste clínico que transforma a imunoterapia em opção viável para câncer. Em 2008, tratou câncer de cólon com cirurgia e recuperação longa. Em 2020, diagnosticaram câncer de esôfago, levando-a a um tratamento inovador.
A cada três semanas, no Memorial Sloan Kettering, em Nova York, ela recebeu Dostarlimab por 45 minutos. Em quatro meses, o tumor sumiu sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. O único efeito colateral relevante foi insuficiência adrenal, gerando fadiga.
A imunoterapia usa o sistema de defesa do organismo para combater o câncer. Entre as abordagens mais conhecidas estão as células CAR-T e os inibidores de checkpoint imunológico, que ajudam as células T a reconhecer tumores.
As CAR-T extraem células T do sangue, modificam-nas em laboratório e as reintroduzem para buscar células cancerosas, especialmente em cânceres no sangue. Desafios ainda existem para tumores sólidos.
Os inibidores de checkpoint atuam, desbloqueando a resposta imune para que células T ataquem tumores. Estudos mostram eficácia em alguns tipos, mas nem todos respondem ao tratamento e há efeitos colaterais potenciais.
Produtores da imunoterapia sinalizam avanços com combinações, horários de aplicação e complementos, como radiação ou ultrassom, para ampliar a resposta tumoral. Pesquisas também exploram estratégias de vacinas contra o câncer.
Pesquisadores do Sloan Kettering expandiram testes com um perfil genético específico, obtendo remissão completa em muitos casos. Ainda assim, apenas uma fração de tumores apresenta a assinatura adequada para imunoterapia sem cirurgia.
Especialistas destacam que a medicina personalizada é crucial. Mesmo com resultados promissores, a maioria dos tumores não responde de imediato, demandando novos alvos e tratamentos.
A médica Samra Turajlic aponta que o equilíbrio entre eficácia e efeitos adversos é essencial. E o Instituto Nacional de Câncer dos EUA registra reações variadas entre pacientes.
No campo, a pesquisa segue buscando ampliar a parcela de pacientes beneficiados pela imunoterapia, reduzir a necessidade de cirurgia e aumentar a qualidade de vida durante o tratamento.
Apoio de especialistas permanece firme. Pesquisadores ressaltam que o câncer não é uma única doença, mas um conjunto de condições distintas, exigindo estratégias diversas para cada paciente.
Resultados iniciais de vacinas contra o câncer já indicam resposta imunológica em alguns casos, com efeitos promissores em melanoma e câncer renal, fortalecendo a visão de medicina de precisão.
Ainda assim, caminhos desafiadores permanecem. Mais estudos são necessários para confirmar eficácia, reduzir custos e ampliar o uso dessas terapias a mais pacientes, com segurança.
O caso de Maureen Sideris ilustra o potencial da imunoterapia para transformações radicais no tratamento do câncer, abrindo espaço para abordagens menos invasivas e mais personalizadas.
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