O alarme de incêndio da cápsula Orion disparou no penúltimo dia da Artemis II, ainda com a tripulação no espaço, segundo o comandante Reid Wiseman. O episódio, descrito como tenso, ocorreu perto do fim da missão sem detalhar a causa ou a solução imediata.
Wiseman informou que a situação ficou sob controle em poucos minutos e destacou a importância do treinamento da tripulação, que priorizou a avaliação da máquina, a leitura dos sinais do sistema e as instruções recebidas de Houston antes de qualquer decisão.
O piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen estavam a bordo. O retorno ocorreu com a cápsula enfrentando as condições de reentrada, consideradas entre as mais críticas do trajeto, com temperaturas altas, mas sem incidentes relatados.
Desdobramentos e resposta da tripulação
Durante a coletiva, Wiseman elogiou a performance geral da Artemis II ao longo dos dez dias, incluindo a reentrada da cápsula na atmosfera. A descida foi descrita como estável, com o comandante observando pela janela que o retorno foi tranquilo.
Koch relatou dificuldades de recobrar a percepção do espaço após o retorno, mencionando um susto ao segurar uma camiseta que pareceu cair no chão. Hansen, em seu primeiro voo, destacou a percepção tridimensional das estrelas que observou a olho nu.
Próximos passos do programa
Questionados sobre o que vem a seguir, os astronautas comentaram sobre a viabilidade de uma base permanente na Lua. Wiseman sugeriu que, com a presença de um módulo de pouso, a missão poderia ter realizado o pouso durante o voo, ainda que esse recurso não estivesse disponível na Artemis II.
A NASA mantém a meta de pousar humanos na Lua ainda nesta década, com a Artemis IV como referência de próximo marco. A Artemis II marcou o retorno humano às proximidades da Lua desde a Apollo 17, em 1972, e serve de preparação para futuras missões, inclusive com objetivo a longo prazo de levar exploradores a Marte.
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