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Aves e raposas como alerta precoce de resistência a antibióticos

Aves e raposas podem atuar como sistema de alerta precoce da resistência antimicrobiana em ecossistemas, indicando disseminação além de ambientes clínicos

A red fox on a rocky mountain
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O estudo analisou amostras de fezes de animais silvestres, urbanos e rurais para identificar genes de resistência a antimicrobianos, evidenciando a presença generalizada de AMR nos ecossistemas. O objetivo foi entender se a resistência que preocupa a medicina humana já se instala no ambiente natural.

Pesquisadores testaram quase 500 amostras de corvos, gaivotas, raposas vermelhas e aves aquáticas, coletadas sem intervenção de antibióticos. Os testes procuraram o gênero Klebsiella, que inclui Klebsiella pneumoniae, conhecido por resistir a antimicrobianos críticos.

Resultados principais

Os resultados mostraram dispersão de resistência no ar por aves, facilitando o alcance a longas distâncias, enquanto as raposas contribuem com a transmissão a curtas distâncias em terra. Klebsiella spp esteve presente em 32 amostras, e K pneumoniae em 2% das amostras, com maior concentração em raposas e aves aquáticas.

Conter aponta que a presença de clones de alto risco em vida selvagem indica contaminação ambiental. A detecção de K pneumoniae em ambientes sem contato direto com antibióticos sugere vias de disseminação acima do ambiente clínico.

Implicações e próximos passos

Os autores destacam que a resistência observada na fauna excede níveis clínicos em alguns dados, eliminando a ideia de que apenas hospitais são o principal ambiente de resistência. A taxa de resistência a cefalosporinas de terceira geração em K pneumoniae isolada na fauna foi de 100%.

Ainda que haja limitações sobre ligações diretas com infecções humanas, o estudo apoia o monitoramento rotineiro de AMR na fauna como sistema de alerta precoce. A pesquisa recomenda ações conjuntas de saúde pública, meio ambiente e uso de antimicrobianos na agropecuária para reduzir poluição por antibióticos.

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