A hibernação é uma estratégia de sobrevivência durante o frio intenso e a escassez de alimento. No hemisfério norte, o inverno ocorre entre dezembro e março, enquanto no sul as estações diferem. Animais reduzem metabolismo e criam hipotermia controlada.
Durante a hibernação, o corpo fica com temperatura mais baixa, o pulso diminui e a respiração fica lenta. Em alguns casos, parece que o animal está morto, pois recusa comida e água e entra em estado de latência profundo.
Nem todo animal entra em hibernação. Alguns apenas reduzem o metabolismo e dormem muito, mas acordam com facilidade. A diferença entre hibernação e descanso prolongado é sutil, mas importante para o entendimento.
Animais que entram em hibernação
Esquilos podem manter a temperatura corporal abaixo do ponto de congelamento por meses, sem danos cerebrais. Sapos se enterram em lagos ou no solo para suportar o frio. Morcegos de regiões temperadas hibernam para enfrentar a escassez de alimento.
Lagartos, teiú incluso, também são citados em estudos sobre adaptação ao frio. Rãs exibem comportamento sazonal de ovo no outono e hibernação no inverno, com fêmeas em locais ocos e machos no lodo dos charcos.
Tartarugas, cágados e jabutis reduzem o metabolismo conforme a temperatura ambiente. Marmotas e texugos permanecem longos períodos em tocas, com pouca alimentação. Guaxinins e ursos apresentam quedas de metabolismo sem hibernação integral.
Observações sobre manejo e estudo
Em ambientes domésticos, evitar a hibernação envolve aquecer o espaço, oferecer alimentação regular e água. Caso a hibernação ocorra, a reativação deve ser gradual, para evitar debilitamento do animal.
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