O consumo excessivo de cafeína pode favorecer a perda de cálcio, segundo nutricionistas. Estudos indicam que a cafeína altera o metabolismo do mineral essencial para a formação e a manutenção dos ossos, potencialmente reduzindo sua absorção e aumentando a eliminação urinária.
Vanêssa Melo, nutricionista do Hospital Santa Lúcia, cita pesquisas que associam o consumo alto de cafeína à maior eliminação de cálcio pela urina. Em um estudo publicado no British Journal of Pharmacology, cerca de 800 mg de cafeína podem elevar a excreção de cálcio em aproximadamente 77%.
A especialista alerta que esse efeito diurético, somado a uma ingestão insuficiente de cálcio na dieta, pode comprometer a densidade mineral dos ossos ao longo do tempo, elevando o risco de osteoporose.
Níveis de risco e faixas de consumo
Doutoranda da UnB em Nutrição Humana aponta que doses diárias a partir de 300 mg já apresentam riscos mensuráveis. Por outro lado, a média de 200 mg diários, equivalente a duas xícaras de café coado, costuma ser considerada segura para a maioria dos adultos.
A cafeína pode estimular a eliminação de cálcio pela urina, e a ingestão elevada sem compensação com cálcio aumenta a probabilidade de perda óssea, especialmente em quem mantém dieta vitaminada inadequada.
Grupos com maior vulnerabilidade
Mulheres na pós-menopausa, pela redução de estrogênio, podem ter queda adicional na densidade óssea com alto consumo de cafeína. Adolescentes e jovens adultos, em fase de formação de massa óssea, também enfrentam impactos negativos. Idosos com alimentação pobre em cálcio ou baixa vitamina D podem sofrer maiores consequências.
Dicas para consumir com moderação
Recomenda-se evitar ingestão de cafeína logo após as refeições e ficar atento a outras fontes, como refrigerantes, chás, bebidas energéticas e alguns medicamentos. Para a maioria dos adultos saudáveis, o consumo moderado é seguro, mas o excesso pode provocar ansiedade, insônia e irritação, além do efeito sobre os ossos.
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