Cientistas avaliam uma nova abordagem de tratamento para colesterol alto com edição genética. A ideia é desativar genes que regulam o LDL e os triglicerídeos, potencialmente reduzindo o risco de doenças cardíacas. Os primeiros testes utilizam a técnica CRISPR em pessoas com alto risco.
A pesquisa envolve equipes da Verve Therapeutics, ligada à Eli Lilly, e da CRISPR Therapeutics. Os estudos iniciais foram realizados na Austrália, Reino Unido e outros países, com planos para ampliar locais de avaliação, inclusive nos EUA.
Especialistas destacam que o objetivo é oferecer uma solução mais duradoura do que medicamentos diários. Em um estudo, adolescentes e adultos receberam infusão de partículas com CRISPR para desativar ANGPTL3, resultando em queda de até 50% no LDL e nos triglicerídeos em doses mais altas.
Outra abordagem envolve o gene PCSK9, com resultados semelhantes em estudos conduzidos pela Verve Therapeutics. Embora os resultados sejam promissores, as pesquisas permanecem em estágio inicial, com necessidade de acompanhamento de mais participantes e observação de efeitos a longo prazo.
O pesquisador Kiran Musunuru explica que a edição genética é permanente, o que levanta questões sobre segurança. A possibilidade de alterações não intencionais e reações do fígado são pontos em estudo, além da necessidade de confirmar que o alvo é atingido com precisão.
Enquanto a ciência avança, a American Heart Association recomenda manter hábitos saudáveis. Dieta equilibrada, prática regular de exercícios, controle de peso, sono adequado e manejo da pressão arterial são medidas centrais para a saúde do coração.
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