Um post do influencer Vini Vecchi, na última quarta-feira, provocou debate sobre o ponto da carne em hambúrgueres. Ele revelou ter pago R$ 85 por um lanche em uma rede premium de São Paulo e afirmou que a carne veio crua. A publicação ganhou mais de 7,1 milhões de visualizações.
Vecchi mostrou a foto do interior do disco, com cor vermelha e textura semelhante à carne moída crua. Ao questionar o atendimento, a casa disse tratar-se do “ponto da casa”. Internautas repercutiram com comentários irônicos e críticos à cocção.
Clientes também opinaram. Uma consumidora afirmou que o mesmo local utiliza carne dry aged por 45 dias e que o cardápio especifica o ponto da casa. Segundo ela, a temperatura interna do hambúrguer variou entre 40 e 60 graus, indício de mal passado para alguns.
Especialistas comentam sobre o ponto da carne
Para o Culinary Institute of America, o ponto da carne é definido pela temperatura interna após descanso. Malpassado fica em torno de 57 °C; ao ponto para mal, cerca de 63 °C; ao ponto, ~71 °C; bem passado, ~77 °C. A cor não é o único indicativo de segurança.
Erick Passarelli, CEO da Receitaria Escola Gourmet, ressalta que o cozimento do hambúrguer ocorre de fora para dentro. Ele diferencia cru, malpassado e bleu, destacando que apenas a cor não determina segurança. A recomendação é alcançar pelo menos 70 °C no centro, com manipulação higiênica.
Segundo o profissional, a textura pode ser um indicador. Mauro Florêncio, chef e proprietário do Capitanea, afirma que carne crua é mole e solta líquido vermelho intenso; a sensação de calor também ajuda na avaliação do ponto. Em pedidos, orientação ao cliente é essencial para evitar equívocos.
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