A membrana amniótica, tecido coletado durante o parto, foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar lesões oculares e feridas em pessoas com diabetes. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde.
O uso da membrana, que possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, já integra a medicina regenerativa. No ano passado, a tecnologia passou a constar no SUS para o tratamento de queimaduras extensas.
A decisão de incorporação partiu da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que aprovou o parecer na quarta-feira. As portarias definem indicação para feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.
Benefícios e aplicações
A tecnologia acelera a cicatrização de feridas e reduz o risco de infecção, com coleta realizada mediante consentimento das doadoras. Estima-se que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano.
No pé diabético, a membrana pode acelerar a cicatrização de feridas de difícil recuperação, potencialmente reduzindo amputações e internações. A estimativa é de até o dobro de velocidade de recuperação.
Entre as alterações oculares, a membrana protege pálpebras, glândulas lacrimais e região dos cílios, facilita a cicatrização, diminui dores e melhora a recuperação da superfície ocular.
A incorporação é descrita como opção eficaz especialmente para casos graves ou que não respondem a tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações e úlceras de córnea.
Sobre a técnica
O uso da membrana amniótica é amplamente adotado na regeneração de tecidos e na oftalmologia. O tecido é obtido da camada interna da placenta e apresenta propriedades biológicas únicas, tornando-se um biomaterial valioso na medicina.
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