A cidade submersa Thonis-Heracleion, localizada a 30 metros de profundidade no litoral do Egito, revelou templos de ouro e uma estatua monumental durante expedição internacional. Pesquisadores trabalham em artefatos de até 1.200 anos, com foco em entender rituais religiosos e a dinâmica comercial do antigo porto mediterrâneo.
Utilizando sonares de alta tecnologia e mergulhadores experientes, as equipes identificaram santuários dedicados ao deus Amon-Gereb sob camadas de sedimentos. A localidade, antes inacessível pela profundidade, passou a oferecer acesso detalhado à planta urbana da antiga metrópole portuária.
Como foram localizados os templos de ouro
Os trabalhos combinaram mapeamento digital com escavações subaquáticas. Blocos de granito, metais preciosos e artefatos cerâmicos foram encontrados sob sedimentos milenares, revelando santuários e oferendas preservadas por séculos.
Acervo catalogado em 2026
Entre os itens estão uma estátua de granito rosa, cinco metros de altura, templos de ouro, joias de prata e pedras mediterrâneas. Amuletos de ouro e moedas do período ptolomaico tardio ajudam a entender o poder econômico da cidade.
- Estátua de granito rosa, cinco metros.
- Templos de ouro e santuários dedicados a deuses locais.
- Joias em prata e pedras preciosas.
- Moedas de bronze e utensílios do ptolomaico tardio.
Causas da submersão e contexto geológico
Movimentos tectônicos e o transbordamento do Nilo contribuíram para o colapso das fundações. A liquefação do solo transformou o terreno argiloso em área instável, levando à torção de estruturas sob as águas do Mar Mediterrâneo.
Importância comercial do porto antigo
Thonis-Heracleion funcionava como a principal alfândega de mercadorias estrangeiras e controlava rotas marítimas, elevando a arrecadação do governo faraônico. Pesquisas indicam ligação entre o mundo grego e o Vale do Nilo, reforçando o papel central do porto no Primeiro Milênio.
Conservação e próximos passos
Especialistas aplicam tratamentos para remover sal e preservam materiais com armazenamento em água doce. A documentação digital mantém o contexto de descoberta, viabilizando futuras exposições em museus com segurança biológica.
Entre na conversa da comunidade