Antonio Divino Moura, reconhecido pesquisador da meteorologia brasileira, morreu em 16 de abril de 2026, em São José dos Campos, SP. A perda foi anunciada pela comunidade científica, que destaca sua contribuição à ciência atmosférica.
Nascido em Ituiutaba, MG, em 1945, Moura formou-se em engenharia elétrica. Fez o PhD no MIT, em 1974, com tese premiada na área de Meteorologia, e realizou pós-doutorado no Goddard Space Flight Center/NASA.
Ao longo da carreira, atuou no INPE e no Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), onde foi diretor por dois mandatos. Representou o Brasil na OMM e ocupou a vice-presidência da entidade, além de liderar iniciativas internacionais.
Legado e atuação internacional
Divino Moura participou da criação do Instituto Internacional de Pesquisa em Mudanças Climáticas (IRI) e foi co-presidente do IPCC/WGI (1988 e 1990). Ainda foi Cientista-Chefe do Escritório de Programas Globais da NOAA (1991–1993) e esteve ligado ao programa TOGA.
Foi referência na modernização estrutural do sistema meteorológico brasileiro e teve papel fundamental na formação de gerações de meteorologistas. Sua atuação alcançou centros de pesquisa atmosférica de renome mundial.
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