O lecanemabe, medicamento biológico contra o Alzheimer, tem chegada prevista ao Brasil em junho. A Anvisa aprovou seu uso em dezembro de 2025, com aplicação venosa a cada quinze dias.
Para um mês de tratamento, o custo estimado é de R$ 8.108,94 sem impostos. Com a alíquota de 18%, o valor fica em R$ 11.075,62. O preço inclui apenas encargos diretos do medicamento.
O fármaco atua sobre as protofibrilas de beta-amiloide, toxinas associadas à morte de neurônios no cérebro. Esse duplo mecanismo de ação visa remover a porção tóxica existente e reduzir a formação de novas placas.
Especificidades do estudo e indicações
Dados do estudo multicêntrico, publicado no New England Journal of Medicine, envolveram 1.795 participantes na América do Norte, Europa e Ásia. Os resultados apontam maior tempo de independência para pacientes que usaram o medicamento por 18 meses.
A perspectiva é iniciar o tratamento em fases iniciais da doença, como comprometimento cognitivo leve. O diagnóstico precoce é considerado essencial para potencializar os benefícios observados.
Rodrigo Nascimento, diretor médico da Eisai no Brasil, destaca que o objetivo é retardar a progressão da doença, não reverter danos cognitivos já existentes. A recomendação é que o uso se dê com avaliação clínica contínua.
Tatiana Branco, diretora médica da Biogen no Brasil, ressalta o duplo efeito terapêutico. Além de remover componentes tóxicos, o lecanemabe pode reduzir o surgimento de novas placas, contribuindo para a evolução clínica do paciente.
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