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Nova onda de imunoterapia avança no combate ao câncer

Imunoterapia avança como tratamento promissor, com casos de cura sem cirurgia, mas benefício limitado a parcela de pacientes com perfil genético específico

An illustration of T-cells dressed as detectives shining torches onto a cancer cell hiding among other healthy cells (Credit: Emmanuel Lafont)
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Maureen Sideris, de 71 anos, recebeu tratamento para câncer de cólon em 2008, com cirurgia bem-sucedida, porém recuperação longa. Em 2022, recebeu diagnóstico de câncer de esôfago. O tratamento ocorreu em um ensaio clínico no Memorial Sloan Kettering, em Nova York.

A paciente passou por infusões de dostarlimab a cada três semanas, com 45 minutos por sessão. Em quatro meses, o tumor desapareceu sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A principal reação adversa foi fadiga provocada por insuficiência adrenal.

Hoje, Sideris faz parte de um grupo crescente de pacientes beneficiados pela imunoterapia, que busca respostas mais personalizadas, remissões mais duradouras e menos efeitos colaterais que tratamentos tradicionais.

O que é imunoterapia hoje

A imunoterapia atua ao tornar o sistema imune mais eficaz contra células cancerosas. Ela pode melhorar o reconhecimento do tumor, permitindo que células imunes ataquem as células malignas. Com resultados promissores, a abordagem avança há mais de um século de desenvolvimento.

Entre as estratégias mais conhecidas estão as terapias com células CAR T e os inibidores de checkpoints imunes. As CAR T extraem células T do paciente, as modificam em laboratório e as devolvem ao corpo para atacar o câncer, principalmente linfomas e leucemias.

Inibidores de checkpoints desativam alvos que freiam a resposta imune. Eles ajudam as células T a identificar tumores. Pesquisadores ressaltam que, apesar das conquistas, nem todos respondem aos tratamentos.

Limites e possibilidades

Apesar dos progressos, terapias como CAR T enfrentam desafios com tumores sólidos e custo elevado. A taxa de resposta costuma ficar entre 20% e 40%, dependendo do câncer e do paciente.

Especialistas destacam efeitos colaterais variados, desde erupções cutâneas até inflamação de fígado ou rins. O equilíbrio entre benefício e risco segue em avaliação contínua.

Pesquisadores avaliam combinações com radiação, ultrassom e estratégias de medicina personalizada para ampliar a eficácia. Estudos mostram que combinações podem aumentar a visibilidade do tumor ao sistema imune.

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