O fóssil de cerca de 250 milhões de anos mostra que um ancestral dos mamíferos punha ovos. O embrião, de Lystrosaurus, foi encontrado na África do Sul e analisado por meio de tomografia de alta resolução e um síncrotron. A descoberta foi publicada na revista PLOS One.
A análise revelou mandíbulas do embrião ainda não totalmente fundidas, um rasgo observado apenas em aves e tartarugas atuais. Segundo o líder do estudo, Julien Benoit, o embrião estava dentro de um ovo no momento da morte.
O achado indica que os ovos do Lystrosaurus tinham casca macia e coriácea, não dura, o que sugere uma origem evolutiva anterior a 50 milhões de anos. Além disso, o achado oferece pistas sobre como o animal sobreviveu à Grande Extinção do Permiano.
Implicações sobre a evolução dos mamíferos
O estudo sugere que o Lystrosaurus carregava ovos relativamente grandes para seu porte, o que favoreceu a sobrevivência em ambientes extremamente secos. A casca reduz a perdas de água e os filhotes já surgiriam com tamanho suficiente para enfrentar predadores.
Os pesquisadores também discutem implicações para a evolução da lactação, apontando que a capacidade de nutrir filhotes pode ter surgido entre o início e o fim do Triássico, após a extinção em massa. A hipótese é que a lactação tenha evoluído para proteger ovos coriáceos e favorecer a reprodução dos ancestrais dos mamíferos.
Futuras linhas de pesquisa
A equipe planeja investigar mais sobre lactação e viviparidade para entender quando essas características se estabeleceram. Entender esses processos pode ajudar a explicar a história de sucesso dos mamíferos na Terra.
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