A gastroplastia endoscópica surge como alternativa menos invasiva às cirurgias bariátricas e às canetas emagrecedoras. O procedimento, realizado por endoscopia, reduz o volume do estômago e pode favorecer perda de peso com menos efeitos colaterais a longo prazo.
O médico Eduardo Grecco, gastrocirurgião e endoscopista, destaca que a sutura endoscópica é rápida de fazer e a recuperação costuma ser mais ágil. O estômago passa de cerca de 1.300 ml para aproximadamente 300 ml, funcionando como tratamento restritivo.
Segundo Grecco, a sutura evita desnutrição associada a alguns métodos bariátricos. Enquanto a cirurgia pode reduzir a absorção de nutrientes, a endoscopia atua apenas de forma restritiva, com manutenção de absorção de vitaminas.
O que é a gastroplastia endoscópica
O procedimento é realizado com anestesia geral em hospital ou centro cirúrgico. O estômago é costurado com fios específicos, tubulizando o órgão e promovendo menor ingestão de alimento.
Comparação com cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica reduz o estômago de maneira permanente e pode causar desabsorção de nutrientes. A endoscópica é restritiva e não envolve a mesma desnutrição, exigindo acompanhamento multidisciplinar para manter resultados.
Indicações e resultados
Em média, a perda de peso com a sutura endoscópica fica entre 20% e 25%. A bariátrica pode levar a perdas maiores, entre 30% e 40%, mas com riscos metabólicos e nutricionais adicionais.
Custos e cobertura
A sutura endoscópica tem custo estimado entre 35 mil e 40 mil reais em planos privados, sem cobertura de convênio amplamente disponível. Canetas emagrecedoras podem exigir tratamento de até 80 mil reais ao longo de dois anos.
Efeitos colaterais e contraindicações
Diferente da bariátrica, a endoscopia não apresenta riscos significativos de desnutrição. Distúrbios gástricos graves ou compulsões alimentares podem impedir a realização. Avaliação psicológica é recomendada para identificar casos de compulsão alimentar.
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