O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos 94 anos, enfrenta Alzheimer em estágio avançado. A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de interdição, determinando que o filho Paulo Henrique Cardoso administre financeiramente o pai. A decisão levanta debate sobre as necessidades de pacientes nessa fase.
Segundo especialistas, a progressão do Alzheimer não é abrupta. O neurologista Rodrigo Schultz ressalta que a etapa avançada pode durar anos e não significa imobilidade total. Os sinais centrais são memória deteriorada, desorientação, linguagem empobrecida e alterações comportamentais.
O quadro envolve cuidados multiprofissionais. A gerontóloga Thaís Bento Lima destaca a importância do bem-estar emocional aliado ao suporte técnico. Nutrição adequada, deglutição segura e prevenção de engasgamento são prioridades na rotina diária.
Cuidados com a alimentação devem evitar deitar o paciente durante as refeições. Texturas apropriadas e apresentação atrativa estimulam a alimentação, segundo Lima. A mobilidade reduzida aumenta o risco de escaras, exigindo mudanças de posição a cada duas horas.
O ambiente doméstico precisa de ajustes para evitar acidentes. Itens cortantes e productos de limpeza devem ficar fora do alcance. Iluminação adequada, especialmente à noite, ajuda a reduzir quedas e confusão mental.
Móveis estáveis, proteções em tomadas e calçados antiderrapantes completam as medidas de segurança. Tais ações buscam manter a dignidade e a autonomia assistida, preservando o vínculo familiar durante o cuidado.
A decisão judicial de interdição reflete a necessidade de planejamento financeiro e patrimonial diante da doença. Autoridades e familiares enfatizam que o manejo adequado depende de redes de apoio e vigilância constante.
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