Estudo brasileiro aponta que caminhar 7.500 passos diários pode ajudar no controle da asma moderada ou grave em adultos, quando aliado ao tratamento medicamentoso. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da USP em parceria com a UEL e publicada no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.
Foram acompanhados 426 pacientes com asma em ambulatórios da USP e da UEL, sem prática regular de exercícios. Durante uma semana, eles usaram acelerômetro para medir passos e responderam a um questionário sobre sintomas de asma.
Os resultados indicam que maior número de passos está ligado a menos sintomas relatados, independentemente da medicação. Os pesquisadores destacam que a caminhada não substitui o tratamento, mas pode potencializar o controle da doença.
Metodologia e implicações práticas
O estudo utilizou acelerômetro para contar passos e avaliou o controle da asma por meio de um questionário de seis itens. Os participantes utilizavam a mesma medicação, o que facilita a atribuição do efeito à atividade física.
Segundo Celso Carvalho, orientador da pesquisa, os dados podem orientar mudanças na prática clínica, com recomendações mais precisas de caminhada para pacientes com asma. A quantificação oferece meta objetiva para monitoramento.
Marcelo Rabahi, do Hospital Einstein e da UFG, ressalta a importância de dados nacionais sobre o tema, dada a prevalência da asma no Brasil. A estimativa situa a doença em cerca de 10% da população.
Considerações sobre aplicação clínica
O estudo sugere que passos diários podem servir como ferramenta de orientação clínica e acompanhamento simples, incluindo uso de smartwatches ou apps de celular para monitoramento. A pesquisa reforça a necessidade de manter a medicação conforme prescrição.
Além disso, Rabahi afirma que, embora o exercício seja benéfico, a prática não substitui o tratamento medicamentoso. O objetivo é integrar atividade física como complemento ao manejo farmacológico da asma.
Observações finais
A asma permanece como desafio de saúde pública, com ~5% dos casos na forma grave e necessidade de diagnósticos eficientes na atenção primária. A pesquisa brasileira contribui para estabelecer metas objetivas de atividade física para pacientes com a doença. Fonte: Agência Einstein.
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