A corrida espacial entre empresas privadas ganhou um novo capítulo com o lançamento recente da Blue Origin, a empresa de Jeff Bezos, usando propulsor reutilizado no foguete New Glenn. A missão, ainda assim, não atingiu o objetivo orbital do satélite.
O especialista Pedro Pallota explicou à CNN Prime Time que, apesar do pouso do propulsor ter sido bem-sucedido, o satélite não chegou à órbita prevista e acabou perdido. O feito demonstra a eficiência de reutilização, mas não garante sucesso completo da missão.
Disputa entre Blue Origin e SpaceX
Pallota ressalta que, embora a Blue Origin exista desde os anos 2000, a SpaceX, fundada em 2002, mostra perfil mais agressivo e maior experiência de voo. A SpaceX já opera lançamentos orbitais desde 2007 e tem maior “herança de voo”.
Segundo o especialista, a SpaceX detém participação dominante no acesso orbital, supervisionando mais de 90% do que é colocado em órbita. A companhia de Musk continua avançando com o Starship, o maior foguete em potência, com sistema totalmente reutilizável.
Contratos e trajetória
Ambas as empresas disputam grandes contratos com o governo dos EUA, envolvendo militação e a NASA. A SpaceX passou à frente na escolha para o programa de pouso humano na Lua e está em estágio mais avançado.
Pallota aponta que a competição entre as duas empresas é pauta de alto nível, mas a distância entre Blue Origin e SpaceX ainda é considerável. A Blue Origin soma apenas três voos orbitais, frente a mais de 600 da SpaceX com falhas bem controladas.
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