Em Austin, a discussão sobre biohacking ganhou espaço durante o SXSW, em março. Empresas como Function promovem um modelo de saúde impulsionado por dados, com acesso a mais de 160 testagens laboratoriais por ano por 365 dólares. A ideia é identificar problemas antes que evoluam e oferecer opções de diagnóstico ou tratamento adicional.
Pranitha Patil, uma das cofundadoras da Function, ressaltou que muitos pacientes já gerenciam parte de sua saúde em casa com o uso de dados e consultas. Segundo ela, a relação com o médico está mudando, com a primeira opinião muitas vezes vindo de fontes alternativas.
O debate envolve especialistas como Dr. Eric Verdin, presidente do Buck Institute, que descreve o biohacking em termos que vão de geroscience aplicada a experimentação autodidata sem base suficiente para justificar produtos. A mudança é rápida, mas exige evidência científica para sustentar práticas.
Parcerias entre empresas de longevidade e médicos vêm ganhando espaço. Casos citados incluem a Next Health, que oferece medição de biomarcadores, análises laboratoriais e terapias como oxigênio sob pressão. Profissionais defendem medicina personalizada, com decisões baseadas no perfil de cada paciente.
O que é biohacking e quais riscos ele envolve
Para alguns especialistas, o biohacking é a personalização de cuidados de saúde com uso intenso de dados, wearables e IA. Outros alertam para a prática da autoexperimentação sem embasamento, que pode gerar custos desnecessários e ansiedade.
Desafios incluem a quantidade de informações excessivas e a necessidade de supervisão clínica. Médicos ressaltam que nem todo dado disponível é acionável, e a atuação médica pode evoluir para um papel de coach médico, orientando as decisões do paciente com base em evidência.
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