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Brasília encara os desafios da longevidade

Brasília encara transição demográfica, com alta de idosos e demanda por mobilidade, saúde e previdência, podendo tornar-se referência em longevidade

Brasília vai se tornar a unidade federativa mais envelhecida do país nos próximos 50 anos - (crédito: Tony Winston/Agência Saúde-DF)
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Brasília vive uma transformação demográfica acelerada. Dados do IBGE, compilados pela PNAD Contínua, mostram aumento expressivo de idosos no Brasil entre 2012 e 2025, e o avanço da população que vive sozinha, sobretudo entre mulheres. A capital participa desse movimento.

A cidade, hoje com 66 anos, apresenta proporção de idosos subindo de 8,4% para 13,9% no período. Do total de domicílios com apenas uma pessoa, 32,2% são ocupados por idosos, índice acima da média nacional.

A partir desse cenário, o município enfrenta mudanças no mercado de moradia, mobilidade, serviços, saúde e previdência. A adaptação precisa considerar o envelhecimento da força de trabalho e a sustentabilidade dos sistemas públicos.

Desafios demográficos em Brasília

Ivelise Longhi, arquiteta e urbanista, afirma que a participação popular é essencial. Segundo ela, a cidade precisa envolver a população para que as mudanças sejam percebidas como protagonismo social, não impostas.

A notícia reforça que o envelhecimento é fenômeno nacional, com variações regionais. O Norte abriga menos idosos, o Sudeste concentra mais pessoas nessa faixa etária e enfrenta pressão por infraestrutura e saneamento.

Condições de saneamento e qualidade de vida

O PNAD Contínua aponta desigualdades regionais no acesso ao saneamento básico, fator associado a maior longevidade. No Norte, apenas 29,2% têm esgoto ligado à rede; no Sudeste, esse índice chega a 90,4%.

Além do saneamento, a segurança de espaços públicos influencia a longevidade. O estudo cita que mulheres chegam à velhice com maior representatividade e, ao mesmo tempo, enfrentam violência de gênero e participação relevante no trabalho informal.

Caminhos para a cidade que envelhece

Especialistas destacam a necessidade de readequar mobilidade, serviços, saúde e políticas públicas. A transição demográfica pode trazer oportunidades de planejamento urbano mais inclusivo, desde que haja estratégias compartilhadas pela sociedade.

Brasília, ao se tornar a unidade federativa mais envelhecida nos próximos 50 anos, pode servir como referência de políticas de longevidade. A mudança exige atuação integrada de governo, setor privado e cidadãos para manter qualidade de vida.

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