A erosão costeira levou Balneário Piçarras a ampliar a faixa de areia da orla. O alargamento, iniciado em janeiro, ganhou mais 430 metros em um trecho de 2 quilômetros. A medida é a quarta intervenção do tipo na cidade em 27 anos.
O investimento total ficou acima de 40 milhões de reais, com mais 9,57 milhões adicionais após o INPH indicar a necessidade de ampliar o trabalho no sentido norte. A conclusão ocorreu na primeira quinzena de abril.
Detalhes da obra
O processo envolve dragas que retiram areia do fundo do mar e a depositam em um aterro na orla. No caso de Piçarras, cerca de 493 mil metros cúbicos de areia foram usados. A areia veio de uma jazida a 10,5 quilômetros da Praia Central, em Penha.
Além de Piçarras, outras cidades catarinenses já realizaram intervenções semelhantes, como Balneário Camboriú e Florianópolis. A tendência é que essas obras durem menos no futuro, diante do ritmo acelerado do aumento do nível do mar.
Impactos e contexto ambiental
Especialistas apontam que o fenômeno erosivo avança a partir da perda de sedimentos. Em praias arenosas, o recuo da linha de costa pode levar ao alargamento temporário da faixa, com impactos ambientais e turísticos. Técnicas inspiradas na natureza aparecem como alternativas mais adequadas, porém paliativas.
Durante as obras, Piçarras retirou as bandeiras do Selo Bandeira Azul no trecho atendido. A Prefeitura informou que a medida é preventiva, com o retorno das bandeiras conforme o andamento dos trabalhos. A qualidade da água segue monitorada semanalmente.
A administração municipal afirmou que não houve descumprimento dos critérios do programa e que as ações reforçam a transparência. Com o fim da obra, a prefeitura prepara a documentação para reavaliação do selo na temporada 2026/2027.
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