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“Questão de tempo”: Team Liquid aposta em igualdade nos eSports

Time brasileiro defende em São Paulo o título mundial de VALORANT; torneio do circuito inclusivo começa no dia 22

Em novembro de 2025, a Team Liquid se tornou a primeira equipe brasileira campeã mundial do Game Changers, em Seul.
Em novembro de 2025, a Team Liquid se tornou a primeira equipe brasileira campeã mundial do Game Changers, em Seul (Reprodução/Team Liquid)

Uma das principais organizações de eSports do mundo, a Team Liquid está na Brasil Game Show (BGS), que abre as portas ao público neste sábado (10), no Distrito Anhembi, em São Paulo. A organização chega à feira a menos de duas semanas de um aguardado compromisso: defender o título mundial de VALORANT Game Changers.

O mundial, que reúne as dez melhores equipes do circuito inclusivo, será disputado de 22 de outubro a 1º de novembro na Riot Games Arena, na capital paulista. O time brasileiro apertará o play na competição como atual campeão.

Em novembro de 2025, a Team Liquid se tornou a primeira equipe brasileira campeã mundial do Game Changers, em Seul. Neste ano, o time voltou a vencer o circuito nacional e chega ao mundial em São Paulo com gosto de revanche: em 2023, quando o torneio também foi disputado no Brasil, a equipe perdeu a final diante da torcida.

Em 2026, o time também se tornou o primeiro do Game Changers a disputar o Challengers Brazil, segunda divisão do circuito aberto, contra equipes formadas majoritariamente por homens. A equipe venceu partidas na primeira etapa, mas não se manteve no torneio após a repescagem de julho.

Para Miah Campos, gerente-geral da Team Liquid Brasil, chegar ao circuito misto já foi uma conquista.

“Há uma questão de indústria: as mulheres demoraram a ter acesso a videogames e a computadores, que eram vistos como ‘brinquedos de menino’”, explica. “Os homens acabaram tendo mais tempo de jogo ao longo dos anos.”

“Apesar das dificuldades técnicas, vimos uma garra e um treino de alto nível por parte das meninas”, diz. “O nosso sonho é que o cenário seja cada vez mais misto, e é apenas uma questão de tempo até conseguirmos competir de igual para igual.”

Onde estão os patrocinadores?

Os eSports são um mercado em expansão no Brasil. Segundo a PwC, o setor deveria passar de US$ 5,4 milhões em 2021 para mais de US$ 15 milhões em 2026, impulsionado por direitos de transmissão e patrocínio.

“Estou neste mercado há dez anos, e o grande desafio, que ainda não tem uma resposta definitiva, é a captação de recursos de patrocínio”, diz Campos.

Campos afirma que o mercado viveu um boom de investimentos perto da pandemia de covid-19, mas parte das marcas foi embora, talvez por inexperiência ou por falta de alinhamento de objetivos.

“Estamos num momento muito promissor, mas a dependência dos patrocinadores é muito forte”, avalia.

Com 26 anos de existência, a Team Liquid diz estar presente em 20 modalidades pelo mundo, incluindo o xadrez, com o campeão Magnus Carlsen. No Brasil, são cinco: equipes de VALORANT, Crossfire e Rainbow Six, além de atletas de Fortnite e EA Sports FC.

Neste ano na BGS, a organização montou um estande de cerca de 152 m², com loja, meet & great com atletas e ações em parceria com a Visa, uma das patrocinadoras da organização.

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