A Rare Breeds Survival Trust (RBST) divulgou nesta terça-feira a sua lista de vigência para 2026, destacando que o casco de White Park cattle foi elevado à categoria de prioridade urgente. A mudança acompanha uma queda no número de filhotes registrado no ano anterior.
Segundo o RBST, o recuo em 2025 ficou abaixo de dois terços do patamar de 2022, sinalizando um risco maior para a sobrevivência da raça de origem antiga. A entidade aponta que fatores econômicos pesaram na decisão.
Além disso, três raças nativas de equídeos e gado foram promovidas da linha de risco para prioridade: Lincoln Red cattle, boreray e soay sheep. A mudança indica nova urgência de ações de conservação.
O RBST pediu ao governo medidas de apoio mais robustas a raças nativas, incluindo facilitação de manejo de habitats e incentivos para criadores. A instituição ressalta a importância da diversidade genética para o equilíbrio ambiental.
Christopher Price, CEO do RBST, afirmou que a proteção não se resume a financiamento público, mas a políticas ambientais que valorizem essas espécies no cenário rural. A ideia é conservar o papel dessas raças no ecossistema.
O relatório reforça ainda que o White Park cattle tem função de manejo de habitats, com uso na conservação de pastagens naturais. A organização enfatiza a necessidade de refletir essas utilidades na biodiversidade nacional.
No panorama geral, o RBST aponta melhora para outras raças, com sinais de recuperação em Aberdeen Angus, Manx Loaghtan e Leicester Longwool. A defesa de políticas públicas busca refletir essas tendências positivas.
Um porta-voz do Defra confirmou o interesse em manter a diversidade genética e o patrimônio rural, assegurando ações de apoio aos habitats através dos programas de agricultura sustentável.
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