Em St Mabyn, Cornwall, abelhas de vários apicultores voltaram do inverno com severas perdas. Richard Bray, que criou o apiário em Haywood Farm, viu todas as suas sete colmeias morreres neste inverno, algo que não ocorria há 75 anos.
Ao abrir a tampa de uma das caixas, o cheiro é de cera velha e mel, mas não há nenhum inseto presente. Um inspetor da National Bee Unit informou que a causa apontada é o ácaro Varroa, conhecido por dizimar colônias. Richard relatou que nunca tinha vivenciado algo parecido.
Ian Campbell, da British Beekeepers’ Association, destacou que o caso de Richard não é isolado. A associação ficou surpresa com relatos de perdas catastróficas em várias regiões do país. Ainda não há dados formais, já que a pesquisa anual só deve divulgar números em julho. Ventos frios no início do ano também são citados como possível fator, mas não explicam isoladamente as mortes.
Causas e impactos
Além do Varroa, outros agentes patogênicos e a temporada de abelhas de 2023-2024 podem ter contribuído para o cenário. Um início de primavera precoce seguido por um outono tardio pode ter favorecido a propagação de parasitas e desequilibrar a população das colônias. A combinação de fatores ainda está sendo avaliada por especialistas.
Richard planeja repor as colmeias, embora a reposição neste estágio da temporada apresente dificuldades logísticas. O apicultor afirmou que o manejo das abelhas envolve organização rígida e que cada colmeia tem características distintas, o que torna o trabalho desafiador e meticuloso.
A visita à fazenda terminou com uma pausa para suco de maçã, produzido com frutas da safra anterior, antes de seguir para as atividades do dia.
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