O telescópio espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, teve atualização anunciada nesta terça-feira, 21, no Goddard Space Flight Center. O equipamento já está concluído e passa por preparação para o lançamento. O objetivo é ampliar a busca por exoplanetas e mapear o cosmos em larga escala.
Batizado em homenagem à pioneira da astronomia, o observatório terá campo de visão até 100 vezes maior que o do Hubble. A missão principal, prevista para cinco anos, visa mapear bilhões de estrelas e centenas de milhões de galáxias. Também buscará entender energia e matéria escuras.
A missão envolve o uso de instrumentos avançados, como o Wide-Field Instrument de cerca de 300 megapixels, ativo em luz visível e infravermelha, e um coronógrafo para imagens diretas de sistemas planetários distantes. O lançamento está previsto para setembro de 2026, a bordo de um Falcon Heavy a partir do Kennedy Space Center.
A Nasa estima gerar um conjunto de dados de cerca de 20 mil terabytes, abrindo caminho para pesquisas e descobertas inéditas sobre o universo. O lançamento, porém, pode ocorrer antes, conforme ajustado pela agência.
Exoplanetas: o que são e como são descobertos?
Segundo a União Astronômica Internacional, um planeta precisa orbitar uma estrela, ter massa suficiente para se tornar esférico e ter limpo sua vizinhança orbital. Exoplanetas são planetas fora do Sistema Solar que atendem a esses critérios.
Até agosto de 2024, a Nasa registra a confirmação de 5.743 exoplanetas em diferentes regiões da Via Láctea. Existem milhares de candidatos ainda em análise para confirmação futura. A detecção de exoplanetas começou nos anos 1990, com avanços contínuos desde então.
Exoplaneta é qualquer planeta que orbita uma estrela fora do nosso sistema. Embora compartilhem com os planetas do Sistema Solar a forma esférica, eles não precisam orbitar o Sol. A pesquisa envolve métodos indiretos e diretos de observação.
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