Desde o dia 16 de abril, o Parque Nacional de Abruzzo, Lazio e Molise, na Itália, registrou a morte de 22 animais: 18 lobos, 3 raposas e 1 ave de rapina. A suspeita envolve envenenamento, segundo as apurações iniciais.
As autoridades informaram que vestígios encontrados em uma área indicam a possível presença de isca envenenada. As carcaças e os materiais recolhidos foram encaminhados à Procuradoria Pública de Sulmona para análise.
A operação contou com o apoio da Unidade Canina Antiveneno do parque.
Investigação e medidas
As autoridades destacam que o uso de iscas envenenadas representa risco para várias espécies da fauna, inclusive para o urso-pardo-marsicano, já ameaçado. O quadro é considerado grave, ainda sem confirmação de iscas em todas as áreas, mas com múltiplas mortes em contextos próximos.
O WWF Itália classificou o caso como um dos crimes contra a vida selvagem mais graves dos últimos 10 anos. A organização ressaltou que lobos são parte essencial da biodiversidade italiana e que ataques a eles afetam ecossistemas inteiros. A ONG mencionou ainda que o aumento de conflitos entre lobos e atividades humanas vem sendo alimentado por decisões políticas.
Contexto e desdobramentos
A WWF também apontou que a Europa rebaixou a proteção de lobos de Estritamente Protegida para Protegida, uma mudança criticada por conservacionistas. A medida teria sido motivada por pressões de agricultores diante de ataques ao gado, segundo a organização. A notícia completa foi publicada por meios internacionais, incluindo The Guardian.
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